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    Editorial

CENSURA: O OBSCURANTISMO REDIVIVO

No ano de 2008 ainda encontramos aqueles que pensam que as palavras e os gestos são instrumentos de desordem, propagadores do caos, e consequentemente estopim de crises que podem em última instância apeá-los do poder.

Outra explicação não se tem para a atitude mesquinha de negar uma homenagem a um Companheiro, que privou de sua intimidade enquanto colega de trabalho, posto que trabalharam no mesmo setor.

Explico: o servidor que hoje, está Diretor Executivo do IBGE, não permitiu que se publicasse no Quadro de Avisos do Lotus Notes uma singela homenagem à ISRAEL MARIANO, falecido no dia 1º de agosto de 2008. Como primeiro entrave alegou-se não era permitido texto com fotos, o que posteriormente constatou-se ser o conteúdo da mensagem que descrevia passagens de sua vida na instituição, bem como suas agruras na complementação da renda com a venda de salgadinhos e como não poderia prescindir sua importância enquanto liderança sindical.

Somos levados a crer que o incômodo para esta Direção, é a realidade vivida por seus servidores de nível mais humilde, que não podem ser tornadas publicas. Pois só isto explica a enrolação ao longo do dia 07 de agosto (quinta-feira), véspera da missa de 7º dia do nosso Companheiro Israel Mariano, para autorização para a publicação da mensagem que também anunciava o ato religioso.

No final da tarde de quinta-feira confirmaram-se nossas suspeitas: o texto não era do agrado da Direção e por isso não seria publicado.

Ainda há pessoas que pensam poder fazer a estória tentando apagar a história.

Leia a Mensagem Censurada


TABELA ALTERNATIVA: esta é a decisão do Núcleo Chile

Em Assembléia realizada no dia 17 de junho de 2008, os trabalhadoress da Av. Chile, com apenas 4 (quatro) abstenções, que rejeitaram a proposta encaminhada ao IBGE e aprovaram proposta de TABELA ALTERNATIVA que segue em anexo.

Definiram o dia 19 de junho de 2008 como dia de luta da categoria pela defesa da proposta de Tabela aprovada em assembléia, através de paralisação e mobilização interna na parte da manhã, culminando com paralisação e manifestação pública no período da tarde, interrompendo o trânsito nas imediações da Avenida Chile.


OPÇÃO PELO DISTANCIAMENTO DAS BASES

“Sem o IBGE não é possível conhecer o Brasil.

Sem o ibegeano não é possível existir IBGE.”

Mas sem os trabalhadores insiste a Executiva Nacional em dirigir(?) o Sindicato. Sem ouví-los. Sem estar onde os trabalhadores estão.

Como constatado na ausência dos dirigentes nacionais na solenidade de entrega das medalhas, aos trabalhadores que dedicaram suas vidas à esta instituição.

“Em seu VIII Congresso Nacional, realizado de 23 a 26 de maio de 2008, a ASSIBGE – Sindicato Nacional discutiu esta situação e decidiu, entre outros pontos, lutar pela realização de um Congresso Institucional.”

Este texto acima, em destaque, denota uma contradição preliminar: conhecer a instituição, através de seus trabalhadores, suas realizações, seus problemas, seus anseios. Para materializar a decisão congressual, é preciso estar lado a lado com seu corpo funcional. Corpo este, que espelha a realidade nacional em sua plenitude.

Não parece ser a opção de nossos distantes e auto-suficientes dirigentes.


POR MAIS QUE TENTEM, NÃO NOS TIRAM ESSA BANDEIRA
Roberto Rodrigues e Domingos Roberto são nossos representantes nas questões referentes ao Nível Intermediário

Nenhum fórum, do qual tenhamos participado alterou esta ordem, portanto mantém-se o “status quo” de antes, que estabelece a independência do Movimento de Mobilização do Nível Intermediário. Por um motivo muito simples: esta decisão autoritária carece de apoio das bases que estes dirigentes não possuem.

E por fim temos a negação do acordo verbal de uma diretora, que julgávamos ser uma pessoa que honrasse a palavra empenhada. O que não é constatado pela negação de qualquer tratativa, embora testemunhada por vários companheiros.


MENSAGENS PESSOAIS
Um espaço democrático a ser restabelecido

Estamos assistindo a uma série de advertências e punições dos servidores que utilizam o correio eletrônico para expressarem suas idéias. Só o fazem, por esta ferramenta, por terem sido desprovidos do espaço que tínham em Mensagens Pessoais.

O problema de sobrecarrega da rede poderia ser contornado se voltasse a ser disponibilizado este espaço de veiculação de informação.

Quando da suspensão, alegou-se que as pessoas trocavam ofensas e calúnias. O que não justifica a supressão, pois num regime democrático as pessoas podem manifestar-se livremente. E assumem a responsabilidade por seus atos quando ultrapassam o limite da civilidade, que deve existir entre as pessoas.

Se excessos houver, que trate-se a questão de forma individualizada e não impingindo a todos uma punição injusta e desnecessária.

Um gesto de boa vontade da Direção do IBGE seria restabelecer as Mensagens Pessoais. O que nos faria acreditar que a democracia também é exercitada no IBGE. Ao menos no campo da idéias.


Diretor Executivo compromete-se a encaminhar reivindicações do Nível Médio


A mobilização dos trabalhadores de Nível Intermediário do IBGE está dando seus primeiros frutos. Em reunião com a Comissão de Servidores de Nível Médio nesta 4a feira, dia 11, o diretor executivo Sérgio Cortes, disse considerar justas as reivindicações apresentadas e comprometeu-se a levá-las ao debate em reunião do Conselho Diretor, no máximo, em duas semanas.

É fundamental, portanto, que nós, ibgeanos, fiquemos unidos e mobilizados e, na medida do possível, conversemos com os diretores, mostrando a justeza de nossas reivindicações, já que a questão será debatida por eles no Conselho.

O valor do nosso trabalho deve ser reconhecido

  • Queremos correção linear do vencimento básico dos servidores lotados em cargos da carreira de Nível Médio de forma que seu último patamar (Classe S, Padrão III) equipare-se ao primeiro patamar do Nível Superior (Classe A, Padrão III) até que seja implementado o Plano de Carreira Própria.

  • Queremos o retorno dos adicionais de titulação dos servidores do Nível Médio e garantia do direito ao aperfeiçoamento profissional.

No encontro, deixamos claro que queremos, da Diretoria Executiva, o compromisso de chamar a atenção do Governo federal para a realidade dos servidores do IBGE, o elevado grau de especialização da instituição e a importância de discutirmos o Plano de Carreira, compreendendo que as funções de níveis médio e superior entrelaçam-se e sua harmonia é fundamental à manutenção do caráter de excelência conferido, hoje, ao trabalho desenvolvido por nós.

A vitória depende de organização e luta

O diretor executivo Sérgio Cortes disse que o Plano de Carreira não é ruim, mas admitiu que “pode-se dizer que o salário nominal é ruim”. Considerando que ninguém traba-lha satisfeito com “salário nominal ruim”, isto significa o reconhecimento de que nossa reivindicação é justa. Não cabe, entretanto, relaxar. Precisamos, mais do que nunca, nos mantermos mobilizados, pois só a mobilização nos levará à vitória.

Até porque, embora admita que o salário é ruim, Sérgio Cortes pensa que os problemas são localizados e a insatisfação é apenas de um grupo. Precisamos estar prontos para mostrar que a insatisfação é geral e a luta indivisível.

No encontro desta 4a feira, a Comissão informou a Diretoria sobre o avanço, em todo o Brasil, dessa insatisfação, dos servidores do Nível Médio, com a defasagem salarial. Ressaltamos nossa importância no processo produtivo da instituição e nosso compro-misso com a responsabilidade social do IBGE.

Sérgio Cortes destacou, como obstáculo à nossa reivindicação de ajuste salarial, a di-versidade de funções no Nível Médio, que engloba desde as atividades mais simples às mais especializadas, considerando que seria difícil justificar o reajuste para as primei-ras.

Discordamos radicalmente de tal avaliação por considerarmos que todas as funções – da mais humilde à mais técnica – são essenciais ao funcionamento da instituição e ao cumprimento de suas atividades. Nossa luta tem como objetivo conquistar o reajuste proposto para todos os servidores do Nível Médio, que correspondem, hoje, a 76% do quadro funcional do IBGE.

Fórum de Ciênica & Tecnologia
C & T
Informativo Nº 27
29 de março de 2007
Sérgio Rezende afirma: existem recursos para implantar a tabela salarial da Carreira de C&T em meados de 2007

Leia a íntegra da Medida Provisória Nº 301, de 29 de junho de 2006.

Leia a íntegra da Medida Provisória Nº 295, de 29 de maio de 2006.


PLANOS DE CARREIRAS:
Documentos e Legislação

Comentários sobre as Tabelas salariais do novo Plano de Carreira do IBGE

MOÇÃO DE REPÚDIO DA UE/ES:
Reunidos em assembléia no dia 01 de junho de 2006 os trabalhadores do IBGE/ES decidiram REPUDIAR a forma como a Direção do IBGE conduziu e implantou o plano de carreira.


CUT-RJ
Leia diariamente o Informativo Rápido da CUT - Rio de Janeiro


MST

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST)nasceu em um processo de enfrentamento e resistência contra a política de desenvolvimento agropecuário, implantada durante o regime militar...