Os servidores e servidoras do IBGE na PARAÍBA, abaixo listados, vêm informar a Vossas Senhorias que concordam e aderem à iniciativa dos colegas das UEs Mato Grosso do Sul e Santa Catarina, os quais decidiram não aceitar cargo/GSE da estrutura do CENSO DEMOGRÁFICO/2010, como forma de manifestarem descontentamento com várias condições do quadro funcional da instituição.
É inegável que há uma insatisfação generalizada com a situação atual dos ibgeanos, a qual não se restringe a questões salariais nem afeta somente os servidores de Nível Intermediário, muito embora entendamos que este seja o grupo mais prejudicado.
Reivindicamos, em primeiro lugar, uma revisão que corrija definitivamente as distorções existentes no atual plano de cargos e carreiras, que, sob nosso ponto de vista, discrimina o Nível Intermediário, retira-lhe a perspectiva de crescimento profissional e, por conseguinte, desmotiva-o. Chamamos atenção para o valor do auxílio-alimentação, congelado em R$ 126,00 há alguns anos, de maneira que se encontra depreciado. A mesma corrosão atinge as FGs.
Testemunhamos, outrossim, o drama dos colegas que estão na iminência de se aposentar, os quais, depois de uma vida inteira consumida pelo trabalho em prol dos objetivos da instituição, serão rebaixados a uma condição material mais precária. Agora, chegado o momento do necessário descanso imposto pelo peso dos anos, a instituição se aproveita de sua vulnerabilidade, em uma conduta desleal que, por não passar despercebida aos servidores da ativa, também repercute negativamente no clima organizacional, na motivação e nas expectativas de todos com relação ao sentido de trabalhar para o IBGE.
Nossa preocupação se volta ainda para a carga de trabalho nunca vista, que vem devorando assustadoramente o principal capital institucional: O CAPITAL HUMANO. Também nos estremece a deletéria rotatividade de mão-de-obra, em pesquisas de alta complexidade conceitual como POF, PNAD, PNSB, PIA, PAC, PAS, PIM etc. Há agências, Brasil afora, cuja mão de obra é predominantemente composta por servidores com relação de trabalho regida por contratos temporários.
Enfim, a pauta do ibegeano é comum, de Norte a Sul, sendo desnecessário elencar todos os seus itens.
Esta decisão, senhores dirigentes, não implica uma recusa ao trabalho. Continuamos dispostos, com o mesmo espírito de luta que sempre norteou nossa vida profissional. Não estamos fugindo ao chamamento institucional, mas é necessário que digamos com altivez:
Esta casa precisa ouvir, com serenidade e merecido respeito, a voz sincera, honesta e leal dos seus servidores.
Respeitosamente,
01 - Americo Augusto Ferreira2008 - A. Martins