Os servidores e servidoras do IBGE da Unidade Estadual de Sergipe, abaixo assinados, vêm informar a Vossas Senhorias que CONCORDAM e ADEREM à iniciativa dos trabalhadores das Unidades Estaduais do Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraíba, Espírito Santo e Alagoas, os quais decidiram pela não aceitação de cargos gratificados relacionados com as atividades censitárias, enquanto não forem abertas negociações sobre as reivindicações que tratam das distorções de nosso Plano de Carreira, levando em conta a valorização dos técnicos de nível intermediário e outras reivindicações, tais como: a revisão do auxílio-alimentação; subsídio e administração do Plano de Saúde; atualização nos valores das diárias; paridade entre ativos e aposentados; paridade da retribuição dos contratados com o inicial do nível intermediário da Carreira do IBGE.
É inegável que há uma insatisfação generalizada com a situação atual dos Ibgeanos, a qual não se restringe a questões salariais nem afeta somente os servidores de nível intermediário, muito embora este seja o grupo mais prejudicado. Outro grande problema é a perda salarial que se impõe aos aposentados, os quais, até 2011, deverão chegar a aproximadamente 70% do total de servidores da casa.
Lamentamos ter sido esta a única forma encontrada de chamarmos a atenção dos Senhores Dirigentes, manifestando antecipadamente nosso descontentamento com as disfunções e outras condições do quadro funcional da Instituição.
Esta decisão não implica recusa ao trabalho e nem estamos fugindo às atribuições Institucionais. Continuamos dispostos e com o mesmo espírito de luta que sempre norteou nossa vida funcional.
A reversão da nossa decisão está condicionada a ações concretas da Direção do IBGE em assegurar a implantação de uma proposta de cargos e salários condizentes com o nosso saber, desempenho e dedicação à Instituição. Todavia, como os colegas do Mato Grosso do Sul, Paraíba, Santa Catarina, Espírito Santo, Minas Gerais, Pará e demais UE's, continuamos com a mesma disposição para o trabalho, com o mesmo espírito de unidade diante da nossa Missão Institucional.
Não aceitamos a situação atual, por acreditar que a passagem por determinadas calmarias, em algumas situações, é mais perigosa que a travessia de forte tempestade. A oposição do homem instruído é melhor que o apoio do tolo.
Lutamos por um plano de cargos e carreiras que nos contemple enquanto servidores ativos e nos acompanhe quando na inatividade. Gratificações censitárias têm o brilho enganoso de falsos diamantes. Enganam temporariamente aos olhos de quem vê. Entretanto, não tem o valor e a segurança da jóia verdadeira.
Respeitosamente,
01 - Alan Alves de Almeida2008 - A. Martins