É crescente a mobilização nas Unidades Estaduais pela adesão ao Movimento de Recusa aos Cargos Gratificados do Censo 2010. Já são dez, as Unidades da Federação que divulgaram seus abaixo assinados.
O estopim deste movimento foi o Plano de Carreiras, quando de forma premeditada, impôs tamanha discriminação aos trabalhadores do nível intermediário. E continuou com sua ação nefasta na negociação dos reajustes com os representantes dos trabalhadores das outras instituições do setor público. Outras sim, pois nossa representação nada negociou, sendo esse o mal menor; já que não levaria para discussão os verdadeiros anseios da categoria, pois não a escuta.
Apesar da proposta de reajuste ter como resultado uma tabela pronta e acabada sem discussão, nossos dirigentes sindicais apregoam aos quatro cantos que foi uma conquista, fruto de dois dias de paralisações não consecutivas. O que nos leva ao raciocínio lógico que alcançaríamos o céu se fizéssemos uma greve vigorosa.
Não é por acaso que a Executiva Nacional, na porção maior de seus dirigentes, nega apoio ao movimento espontâneo das Unidades Estaduais. Basta lembrar da movimentação dos trabalhadores do Nível Intermediário, que foi solapado o tempo todo pela direção nacional do Sindicato. Inclusive com tentativas de se apossar do movimento que tinha como origem a base da categoria e usá-lo como vitrine junto à mesma, pois há muito nada tinha a oferecer de concreto.
Foi feita a escolha; e a opção da Executiva Nacional foi perfilar ao lado da direção do IBGE, chegando ao cúmulo de propor moção de repúdio a manifestação dos trabalhadores na cerimônia de entrega das medalhas.
Apesar de todo empenho de parecer “amiguinho da direção” estes dirigentes não conseguem minimamente agendar uma reunião com o Governo Federal.
Veja as Unidades Estaduais* que já aderiram ao Movimento de Recusa da Gratificação do Censo 2010
(*)sujeito a alteração
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